Na Alemanha, a queda do muro de Berlim, no ano de 1989, representa um marco histórico mundial que pôs em xeque os conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, designados ao período conhecido como Guerra Fria.

É a partir desse panorama que o enredo de “Atômica”, que estreia na quinta-feira, dia 31 de agosto, se desenvolve. No longa dirigido por David Leitch (“V de Vingança”), Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma das agentes mais competentes do MI6, é recrutada para uma missão na capital alemã: a de recuperar uma lista de valor inestimável, que pode colocar toda a sua equipe em risco mundial. Para isso, a espiã contará com a ajuda de David Percival (James McAvoy), com quem se envolverá em uma trama repleta de perigosas conspirações e jogos de poder, em que tudo, subitamente, não é o que parece ser.

Ágil, brutal e empolgante, o filme “Atômica” é uma das gratas surpresas do ano. Com uma ambientação imersiva, roteiro sagaz e elenco afiado, o longa garante que o espectador permaneça atento à tela, principalmente nas sequências de ação e lutas corporais, que, acredite, aparecem aos montes.

Além disso, o filme também chama a atenção para a questão do empoderamento feminino, retratado de maneira coerente e atual, ainda que o contexto do longa não seja.

Outro ponto muito interessante é a humanização da personagem Lorraine, que, apesar de extremamente treinada no combate armado e defesa pessoal, se mostra vulnerável e suscetível a erros e decisões equivocadas em alguns momentos do filme. Isso, de certa forma, nos aproxima da perigosa espiã e desconstrói o semblante de “super-heroína”, provavelmente já esperado pelos espectadores.

A trilha sonora também chama bastante atenção, embalada a hits de bandas renomadas como The Clash, Queen, entre outras. A fotografia, por sua vez, é ímpar e realista.

Ideal para quem gosta de uma trama investigativa, eletrizante e com muitas reviravoltas em seu desenrolar, “Atômica” é uma opção que agrada tanto os fãs do gênero, quanto aos interessados no contexto histórico retratado no filme. Se você ainda não se convenceu, dê uma olhadinha no trailer e tire suas conclusões. 🙂

Via Espaço Z. Agradecemos o convite!

Por Lucas Hargreaves

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