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Já faz algum tempo que sou adepta desse ritual. Costumo fazer um grande desapego e uma super faxina no meu quarto, duas vezes por ano. E a do final de 2016, deixei pra hoje. Vinha organizando algumas coisas, retirando aquilo que não uso mais, separando para doação, mas hoje finalizo. Vou limpar cada cantinho do quarto, tirar os móveis de lugar, remover a poeira, colocar roupa de cama limpinha e terminar de colocar tudo no lugar.

Não sei de onde tirei essa mania ou quem me ensinou a fazer isso, mas acabei descobrindo que não é apenas uma superstição. Para o novo entrar, o velho precisa sair, é na verdade parte da cultura do Japão, um tradicional ritual japonês de Oosouji. Trata-se de um hábito milenar de realizar uma enorme e detalhada faxina, não só em suas casas, mas nos locais de trabalho, escolas, praças e até nas ruas. O ritual busca a higiene, ao mesmo tempo que serve como “purificador”, do ponto de vista espiritual, para o novo ano que se inicia.

Lá eles levam super a sério. Como as empresas costumam entrar em recesso alguns dias antes do ano novo, nos locais de trabalho o Oosouji é realizado dois ou três dias antes do réveillon. Para as residências, o ritual implica em realizar a faxina mais detalhada do ano, tirando todos os móveis de lugar, e limpando com afinco cada cantinho esquecido e principalmente jogando fora ou doando coisas que você não utiliza mais.

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Eu acredito em energia e vejo muito sentido nesse ritual. Falei ontem mesmo no meu Instagram, que é um desafio treinar a mente para ver o bem em tudo. A gente gosta mesmo de reclamar, de ser negativo. Não sou a rainha do “good vibes only”, mas quero ser uma pessoa mais positiva.

E quero começar 2017 diferente de todos os anos que comecei. Pra isso, me empenhei ainda mais nesse lema de para o novo entrar, o velho precisa sair. Além da faxina no quarto e das doações, também fui depilar, vou fazer uma mega detox e depois uma  hidratação no cabelo, tomar um banho demorado, fazer as unhas, rezar e passar a virada com roupa nova.

Se isso vai mesmo ou não, fazer diferença nesse novo ano que se inicia? Acho que é uma questão de acreditar que vai. E também de entender que obstáculos, momentos difíceis e dores fazem parte do processo de aprendizagem. Não quero fazer resoluções e nem promessas que sei que não vou cumprir. Mas vou batalhar pra conquistar aquilo que venho desejando. Deixa o velho ir embora, inclusive os velhos sentimentos. Abra a mente, o coração para novas possibilidades. O que não te faz bem, não deve ficar.

E no mais, um 2017 incrível pra todos nós! Agradeço a cada um que me acompanhou durante 2016. Por aqui, nos vemos no ano que vem. 🙂

 

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